Violência infantil: grande parte dos casos começam dentro de casa

No Brasil, casos de violência e abusos contra crianças de 0 até 6 anos indica aumento. Saiba mais

Denúncias de casos de violência à crianças de até 6 anos de idade têm crescido no Brasil. Diariamente, cerca de 673 registros são realizados, uma média de 28 a cada hora. É o que aponta o relatório divulgado pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que também afirma: 84% das agressões têm pais, padrastos, madrastas e avós como os principais suspeitos.

Mais detalhes:

  • Segundo pesquisadores do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), a violência presente na primeira infância, ou seja, no período de desenvolvimento e formação cognitiva da criança, pode gerar danos a curto, médio ou longo prazo.
  • A violência que, na maioria das vezes, tem início nos laços familiares, prejudica suas habilidades afetivas, sociais e o seu comportamento, que geralmente os levam a repetir os abusos sofridos em futuros relacionamentos. Os episódios também são responsáveis por danos emocionais como traumas, transtornos e a depressão.

Pelos números:

Para calcular os números apontados pelo relatório, foram analisados dados do canal de denúncias Disque 100 pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, e também dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

  • Apenas no primeiro semestre de 2022, foram registrados 122.823 casos de violência.
  • Na maioria dos casos familiares próximos eram tidos como suspeitos: 57% dos casos eram as mães, pais representam 18% dos casos por serem figuras mais ausentes. Logo após estão padrastos e madrastas (5%), avôs e avós (4%).
  • Isto porque as crianças passam maior parte do tempo sob o cuidado de tais figuras familiares. 

Tipos de violência:

Os tipos de violência infantil não se limitam apenas à agressão física. Além desta, é considerada violência:

  • Maus-tratos;
  • Insubsistência afetiva (indiferença nos cuidados com o menor);
  • Exposição ao risco de saúde;
  • Tortura psíquica;
  • Estupro de vulnerável.

Atente-se aos sinais:

Muitas crianças não têm consciência de que estão sofrendo violência ou abuso, por isso, é preciso se atentar aos sinais. Na maioria dos casos, eles são vistos por:

  • Hematomas e fraturas;
  • Queimaduras de repetição;
  • Cobrir o rosto com as mãos quando adulto fala mais firme;
  • Mudanças bruscas de comportamento. A criança se torna mais agressiva, quieta e/ou triste;
  • Mudanças no padrão de alimentação ou sono, passaram a comer e dormir muito mais ou menos;
  • Regressão de comportamento: fazer xixi na cama, crises de choro;
  • Isolamento;
  • Atrasos no desenvolvimento ou queda no rendimento escolar;
  • Comportamento sexualizado;
  • Demonstrar medo de algum parente ou adulto próximo à família

Em casos suspeitos:

  • Afaste a criança do possível agressor.
  • Denuncie ao Conselho Tutelar e a uma delegacia de polícia.
  • Busque acompanhamento médico e apoio psicológico.

Como orientar:

Ao identificar um sinal de violência, busque ouvi-la sem apresentar nenhum tipo de julgamento, seja acolhedor(a). Em casos de prevenção contra a situação, estabeleça uma relação de confiança e proteção e converse sobre o assunto, desta forma, a criança se sentirá segura em compartilhar situações em que se sinta coagida ou ameaçada.

Leia também: Diálogo contra o abuso sexual de crianças

Conheça a EBI:

Sabendo o quão importante é orientar e ajudar crianças que passam ou sofrem as consequências causadas por situações como esta, a Universal por meio da EBI (Escola Bíblica Infantil), auxilia inúmeras crianças que chegam com as marcas da violência sofrida.

“Recebemos na EBI uma grande quantidade de crianças que vivenciam a violência infantil, seja em casa, na escola, etc. Na sua maioria chegam tristes, com sintomas de depressão devido ao bullying que sofrem, com comportamentos agressivos, agitados. Muitas são desconfiadas e não aceitam aproximação”, conta a Coordenadora Nacional da EBI, Viviane Mello.

Apesar disso, Viviane conta que ao serem recebidas, as educadoras do grupo dedicado ao ensino bíblico infantil, trabalham em prol do acolhimento e o ensinamento da fé no Deus Vivo que se atenta a cada uma. Assim, as crianças aprendem a superar e a vencer a dor e o ódio causado pela violência:

“As que colocam em prática os ensinamentos têm em seu semblante uma transformação: elas se tornam crianças alegres, com paz, respeitosas e confiantes”, conta ela.

Vá a fundo:

  • As aulinhas da EBI acontecem todos os dias, durante o horário de reuniões nos templos da Universal, para crianças de 0 a 10 anos de idade. Traga a sua criança!
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Colaborador

Yasmin Lindo / Fotos: iStock